Review iPhone SE (2020): para quem é este smartphone?

iPhone SE (2016) vs iPhone SE (2020)

O iPhone SE, apresentado em 2016, veio permitir a muitas pessoas poder comprar um iPhone novo – com componentes atualizados – por um preço menos “agressivo” que os praticados nos modelos topo de linha.

Com efeito, esta estratégia de lançar uma edição especial do iPhone (iPhone Special Edition – SE) veio a revelar-se extremamente bem-sucedida. A verdade é que há um número significativo de pessoas que quer ter um smartphone da Apple, em que o design é secundário. O preço e performance são assim as grandes vantagens competitivas deste modelo.

Deste modo, a Apple resolveu agora repetir a “graça” em 2020, lançando uma nova geração. Por 499€, temos um modelo que oferece uma performance a par de modelos que começam nos 800€, tira fotos que envergonham muitos modelos de smartphones desta gama e oferece toda a experiência do ecossistema Apple.

iPhone SE 2016 VS iPhone SE 2020
O meu “velhinho” iPhone SE (esquerda) vs. novo iPhone SE (direita)

Mas se por um lado, o novo iPhone SE é uma escolha óbvia para quem tem o seu antecessor – que isso fique já claro – para quem mais poderá ser indicado? É isso que vamos tentar responder nesta review, abordando vários tópicos sobre o smartphone. Esperamos assim que tu próprio possas tirar essa conclusão, não deixando de incluir a minha opinião no fim do artigo.

Antes disso, temos de agradecer ao nosso parceiro GMS-STORE pela cedência do novo iPhone SE para testes. Sem isso seria impossível fazermos este artigo. OBRIGADO!

Aliás, a GMS-STORE já nos tinha cedido também o novo iPad Pro para testes. Podes rever a nossa análise aqui.

Vamos então começar com o que temos assim que tiramos o iPhone da caixa.

Acessórios incluídos na caixa

Sem grandes surpresas neste campo, e além do próprio dispositivo, temos na caixa o tradicional cabo Lightning para USB, EarPods com conetor Lightning, documentação típica dos iPhones com stickers Apple e, por fim, o adaptador de corrente USB. E é neste adaptador que reside a primeira desilusão com o dispositivo. Pois trata-se de um adaptador de 5W, quando o iPhone SE suporta carregamento rápido. A Apple a ser… Apple.

Podes inclusivamente rever o nosso vídeo de unboxing e as minhas primeiras impressões deste iPhone SE:

A unidade cedida pela GMS-STORE é em vermelho PRODUCT (RED) – a minha cor favorita – na versão de 64GB. Além destas cores, podes optar por Branco ou Preto, em modelos com 128GB e 256GB.

O meu primeiro conselho relativamente a este equipamento é, se possível, optares pela unidade com 128GB. A meu ver, o acréscimo de “apenas” 50€ compensa perfeitamente para uma mente tranquila em relação ao armazenamento. Mas sim, 64GB chegam e sobram se instalares poucas apps/jogos pesados e tiveres as fotos em iCloud.

Design

O design do novo iPhone SE é provavelmente o aspeto mais “atacado” pelos fãs Android, pois é a mesma base que a Apple usa desde o iPhone 6, apresentado em 2014. Além disso, é idêntico em termos de materiais com o iPhone 8, revelado ao mundo em 2017. Por isso, mesmo se quisermos ser simpáticos, trata-se de um design com, no mínimo, 3 anos. As grandes bordas (testa e queixo) estão presentes, tal como o “reformado” Touch ID, mas que ainda é amado por muitos.

iPhone SE product(RED)

Porém, o que muita gente não compreende, é que este design se tornou icónico para a Apple, e há um número muito respeitável de pessoas que gosta – e até prefere – este design. E é por isso que o iPhone SE vendeu muito, e esta nova versão também venderá. O público-alvo deste iPhone não é o consumidor de topos de linha, mas sim o público em geral, que quer apenas um smartphone fiável, rápido e eficiente no básico. E por 499€, podes entra no mundo do iPhone, o que é muito apetecível para muitos utilizadores Android.

Ecrã

Se há motivos para atualizares para o iPhone SE, o ecrã não é um deles. Basicamente é o mesmo ecrã presente no iPhone 8, e a única coisa em falta para o iPhone 6 e 7 é o True Tone. De resto, até podes considerar que o ecrã do SE é um downgrade do 8 em termos de funcionalidades, pois a Apple reformou o 3D Touch, e agora tens “apenas” o Toque háptico, que simula por software o comportamento da tecnologia reformada.

Por outro lado, os ecrãs LCD dos dispositivos Apple sempre foram referência no mercado pela excelente qualidade, e nisso o SE não falha. A frase “na equipa vencedora não se mexe” aplica-se perfeitamente neste caso. Não há nenhuma novidade relevante com o ecrã do iPhone SE, mas não desilude ninguém que venha de um iPhone mais antigo, como seria de esperar.

Assim, temos um ecrã de 4,7 polegadas LCD Multi-Touch com tecnologia IPS, resolução de 1334×750 píxeis a 326 ppp, relação de contraste 1400:1 e tecnologias True Tone e vasta gama de cores (P3). Tudo isto para dizer que é um ecrã muito preciso na apresentação de cores, e os pretos não desiludem para um LCD.

Som

À semelhança do que acontece no ecrã, também aqui não há muitas novidades. O som continua a ser bom, em estéreo, não perdendo demasiado a qualidade com o volume máximo. Mas claro, é bastante limitado, tal como aconteceu com a maioria dos smartphones deste tamanho, sobretudo nos graves.

Assim, serve perfeitamente para ouvirmos de forma pontual uma música ou vídeo, mas o ideal é mesmo usar uns fones de ouvido para teres uma boa qualidade e experiência de som no iPhone SE.

Câmaras

Começando pelo módulo traseiro, temos uma câmara grande angular de 12 MP e abertura de ƒ/1,8 com estabilização ótica de imagem. Soa familiar, certo? Pois bem, é porque em termos de hardware é essencialmente o mesmo que o tínhamos no iPhone 8 e XR, por exemplo. A grande diferença aqui vai ser mesmo o processador, que melhora alguns aspetos da câmara devido ao seu processamento melhorado.

Assim, ao contrário do que acontecia no iPhone 8, agora temos o modo retrato com efeito bokeh disponível. Não é tão bom como num iPhone com mais do que uma câmara atrás, mas para cenários muito simples e bem definidos, o resultado é aceitável.

Modo retrato no iPhone SE
Modo retrato no novo iPhone SE

A grande diferença para um modo retrato que utiliza duas câmaras, em vez de software, é a naturalidade da foto. Por outras palavras, quando feito por software, o modo retrato soa a “falso”, com um desfoque exagerado – mas que podemos ajustar. Já num iPhone como o 11 Pro, por exemplo, o desfoque do modo retrato é gradual – mais intenso nos elementos mais distantes – e assim, o efeito geral é mais agradável.

Fotos em diferentes cenários

Para fotografias durante o dia e com luz natural, o iPhone SE é extremamente competente, conforme podes verificar nas fotos abaixo. As cores são bastante assertivas sem exagero na saturação, com bons pormenores e detalhes nas sombras, graças ao HDR melhorado.

Em contraste com isto, temos as fotos tiradas com iluminação artificial ou pouca luz, onde o ruído e a falta de pormenor começam a ganhar destaque.

Por fim, a falta do modo noite nota-se perfeitamente em cenários noturnos na rua. As cores pouco vivas, o elevado ruído e poucos detalhes nas fotos são uma constante neste iPhone SE. É uma pena, pois se tivesse modo noite, esta seria provavelmente a melhor câmara num smartphone para o preço. De seguida um pequeno comparativo entre fotos à noite com o iPhone SE e iPhone 11 Pro.

Em relação à câmara frontal, está em linha com as conclusões do módulo traseiro: boa durante o dia e com modo retrato, precária durante a noite ou em cenários de pouca iluminação.

Assim, se a fotografia é a tua cena, então este ainda não é o iPhone para ti. Aconselho-te, pelo menos, o iPhone 11.

Performance

Performance no iPhone SE

A par do preço, este é O fator que te diferencia da concorrência. Performance de topo por menos de 500€. Para que fique claro, não notei absolutamente diferença nenhuma no uso diário para o meu 11 Pro.

Além disso, tens um dispositivo que vai ter uma longevidade enorme em termos de atualizações, o que faz com que seja o iPhone que melhor irás amortizar ao longo do tempo. Terás dispositivo para 4/5 anos no mínimo, o que dará cerca de 100€/ano – nenhum outro iPhone te dará este benefício.

Assim, tudo o que for jogos, redes sociais, navegação de internet, edição de fotos e vídeos, vai ser processado ao nível do melhor que há no mercado.

Bateria

A bateria usada no iPhone SE é a mesma que no iPhone 8. Mas com um processador mais eficiente, a autonomia é um pouco melhor, dando-te mais alguns minutos por dia.

Nos meus testes, o tempo de ecrã rondará, pelo menos, as 4 horas, dependendo sempre do teu uso. Este foi o meu:

Bateria no iPhone SE

Para um uso intenso, então o iPhone XR é a solução mais em conta. Se não, terás de andar com um powerbank atrás, ou uma capa com bateria. Mas por favor, independentemente disso, não faças como aquelas pessoas que anda sempre com o iPhone em modo de baixo consumo. Please! Não vale de nada teres um iPhone com performance de topo se depois ela fica limitada com este modo ativo.

A conetividade no iPhone SE

Conetividade no iPhone SE

Apesar de não ser um tópico muito óbvio para falar na review, vale a pena mencionar a conetividade como ponto positivo deste smartphone.

Tal como o processador, que dará um equipamento com grande longevidade, a conetividade também desempenhará esse papel. O iPhone SE vem equipado com as últimas tecnologias LTE e Wi-Fi, contribuindo assim para essa longevidade. Falando mais em concreto, tens tecnologia LTE de classe Gigabit e Wi‑Fi com norma 6 (802.11ax), algo apenas equiparado com o iPhone 11.

Assim, não serás por estes fatores que sentirás necessidade de atualizar o teu smartphone, o que é sempre positivo.

Conclusão

Para quem é este iPhone SE?

O novo iPhone SE apresenta-se como uma excelente solução para quem tem um iPhone 8 ou mais antigo. Apesar das similaridades, a performance foi melhorada significativamente e é notória para quem transitar de um 8 para o novo SE. A minha esposa tem o 8 e o primeiro comentário que fez quando teve o SE por uns dias, foi precisamente relativo à velocidade em abrir apps. Além disso, se compraste o iPhone 8 no lançamento, então agora vais gastar menos dinheiro do que então.

Por outro lado, se tiveres um iPhone XR, já tenho sérias dúvidas se valerá a pena. A melhoria de performance é pequena, o ecrã menor, a câmara é semelhante, mas perderás drasticamente autonomia de bateria. Não aconselho, mas claro, cada caso é um caso.

Espero que este artigo ajude a tirar-te algumas dúvidas sobre o novo dispositivo de entrada da Apple. Mas se quiseres falar sobre algo em concreto, podes contactar-me diretamente nas redes Facebook ou Instagram!

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