Apple regressa à CES para falar de segurança

Jane Horvath, Diretora de Segurança Global da Apple, participou num debate sobre segurança online, na CES, no passado dia 08/01/2020. Esta participação marca o regresso da Apple à maior feira de tecnologia do mundo, que já não acontecia desde 1992. Além da gigante de Cupertino, participaram no debate a Facebook, a Procter & Gamble e uma comissária da Federal Trade Commission (Comissão Federal de Comércio) dos Estados Unidos.

Na sua última participação na CES, há 28 anos atrás, a Apple anunciava que iria iniciar a venda de uma versão mais acessível do Mac. Desde aí, nunca regressou à feira. Este ano, contudo, Horvath esteve presente para reforçar a ideia que a Apple é a empresa de equipamentos tecnológicos que os consumidores podem confiar.

Os nossos smartphones são relativamente pequenos e podem ser perdidos e roubados. Se pudermos guardar os nossos dados de saúde e financeiros nos nossos dispositivos, temos de garantir que, se alguém perde esse dispositivo, não estará a perder as suas informações confidenciais nele contidas.

Para dar cumprimento ao seu objetivo de manter os dados dos seus consumidores seguros, a Apple tem vindo a redefinir a sua política de privacidade. A última revisão da política de privacidade em português foi revista a 31 de dezembro. Em suma, a Apple recolhe diversos dados dos nossos smartphones, não lhe é possível aceder a todos eles, uma vez que estão criptografados. Basta recordar algumas polémicas entre a Apple e o FBI, nas quais recusa a ceder dados. Porém, nunca clarificou se tem, ou não, acesso à informação.

No entanto, a Apple, durante o debate, afirmou que existem algoritmos que permitem que o próprio sistema detete fotografias de pornografia infantil. Por outro lado, reforçou que a marca da maçã não recolhe nem transmite qualquer informação relativa ao Face ID. Nem do reconhecimento facial recolhido na aplicação Fotografias.

Questionada sobre a conduta do Facebook, Horvath afirmou que não faria qualquer comentário relativo a outras empresas, no que à segurança de dados diz respeito.

Uma coisa é certa, com o iOS13 a Apple quis tornar mais transparente os dados que possui dos utilizadores, assim como estes são utilizados. Inclusivamente, com a possibilidade de criar contas com e-mails falsos, que impedem o rastreamento da pessoa que cria a conta. Porém, não devemos perder nem o espírito crítico, nem alienarmo-nos da realidade dos dias de hoje, na qual os dados pessoais, muito raramente, são efetivamente pessoais.

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