As apresentações de Steve Jobs deixam saudades…

Esta podia, muito bem, ser uma daquelas publicações saudosistas relativamente ao impacto do desaparecimento de Jobs para a Apple. Mas não. Neste artigo fazemos uma retrospectiva do que são os novos lançamentos da marca da maçã desde o desaparecimento do seu mais icónico fundador. Mais concretamente, na perda do impacto que outrora marcaram as grandes apresentações da empresa.

O papel de Steve Jobs no mundo da tecnologia. E, ainda que os gadgets é que materializam o avanço tecnológico, o formato em que os novos lançamentos foram sempre feitos, potenciou o seu impacto. E, por isso, fazemos agora uma reflexão do que o tornava tão cativante.

Carisma

Vários livros, filmes e histórias depois, não restam muitas dúvidas quanto ao seu carisma único. Primeiramente, está o magnetismo inerente a Jobs, assim como a sua capacidade de impactar com palavras (algumas das quais tivemos oportunidade de te mostrar aqui). Dificilmente encontramos alguém com esta influência.

Em segundo lugar, mais importante na minha opinião, está o facto de o antigo CEO da Apple ser um verdadeiro fascinado por produtos que ele acreditava conseguirem mudar a vida das pessoas.

Fórmula

Steve Jobs não deixava nada ao acaso e encontrou um formato de apresentação vencedor, que não o vimos abandonar. Assentava nos seguintes pontos:

  • Alinhamento. A apresentação, em si, era estruturada por forma a direcionar para o lançamento do produto. Com efeito, não eram excessivamente longas, mas o suficiente para criarem impacto;
  • Surpresa. Em qualquer circunstância a inovação é empolgante. E a forma como é apresentado um novo produto pode, também ela, ser inovadora. Exemplo, é a frase “one more thing”;
  • Revelação. No final, era quando Jobs apresentava os produtos, assim como os seus detalhes.

Por fim, e como é característico da Apple, as apresentações mantinham uma simplicidade e sobriedade que realçava o objeto e o apresentador.

Comparação

Os mais atentos, possivelmente, já se terão debatido com o desaparecimento dos comparativos nas apresentações da Apple. Habitualmente, com o lançamento de novos equipamentos, nas apresentações da Apple, eram comparados com o que existia no mercado, no momento.

Nas apresentações de hoje, por contaste, tendencialmente, vemos a Apple a comprar os novos equipamentos, com a sua própria versão anterior.

Este ano, por sua vez, o Mac Pro foi a exceção.

Com a perda desta característica nas suas apresentações, a Apple perde, também, o seu papel inovador. Por sua vez, apresenta-se ficada no e desenvolvimento contínuo dos seus equipamentos, quase que unicamente focada no público já existente e já conhecedor da marca.

Impacto

Da soma sinergética dos pontos descritos anteriormente surgiram os Keynotes que Jobs nos deixou e que, inegavelmente, ainda hoje revemos.

Contudo, não nos podemos esquecer que a Apple ainda continua a ter um efeito de peso no mercado tecnológico e que, mesmo após o desaparecimento de Jobs, surgiram grandes inovações. A comprovar isso, estão as recentes nomeações que já te demos a conhecer: Apple Watch, iPad e AirPods nomeados melhores gadgets da década – e apenas o iPad foi lançado por Jobs.

Por fim, foi na era do Tim Cook que a Apple se tornou a marca mais poderosa do mundo, e a primeira a valer mais de 3 mil milhões de dólares.

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