Comprei uma Mi Band 4 da Xiaomi será que me arrependi?

Primeiro, não sou um traidor, comprei uma Mi Band 4 da Xiaomi apesar de ter um Apple Watch, mas porque me suscitava imensa curiosidade.

A curiosidade falou mais alto, e acabei por gastar cerca de 40€ nesta pulseira desportiva.

Houve uma coisa que me irritou mal a tirei da caixa, não vinha com bateria. Mas entendo porque o dispositivo não possui um botão para ligar e desligar. Ou seja, mal a comprei a primeira coisa que fiz foi ter de a colocar à carga.

Acho que é quase inadmissível hoje em dia ser comprado um dispositivo wearable e o mesmo não vir pronto a ser utilizado. Mas ok… este não tem botão ON/OFF.

Dentro da caixa vinha o dispositivo já encaixado na bracelete, o carregador e o manual de instruções.

Vou ser muito honesto, foi das poucas vezes que tive de abrir uma manual de instruções para perceber o funcionamento de um equipamento.

Quando tirei a bracelete da caixa andei por lá às voltas até perceber que a Mi Band não vinha carregada, ainda tentei andar aos toques no ecrã e passar o dedo no único “botão” touch que está visível no fundo do ecrã, mas sem sucesso.

Aqui vemos o interior que nos mostra os sensores da Mi Band 4 da Xiaomi

Não foi fácil de entender como é que o mostrador se soltava da bracelete, aliás, foi fácil de entender, só não foi muito fácil de concluir esse processo sem pensar que ia estragar a bracelete.

Não me recordo quanto tempo esteve à carga, mas foi relativamente pouco tempo para a bateria chegar aos 93%, foi só o tempo de preparar um jantar rápido. Ele não vem com adaptador de corrente, portanto tive de usar um de um telemóvel. Fiz questão de que fosse um adaptador de corrente com Fast Charging, talvez isso tenha mesmo ajudado na velocidade de carregamento.

Depois de 6 dias de utilização contínua, ou seja perto de 144 horas, sem a retirar do pulso, e com tudo activado desde notificações, monitorização de sono, batimentos cardíacos e por aí em diante, tenho 55% de bateria.

Pronto, já deu para perceber que a bateria é algo que não vos vai deixar ficar mal.

O pequeno ecrã possui cerca de 400 nits de luminosidade, o que significa que em plena luz do dia vão conseguir ver a informação do pequeno ecrã sem dificuldades. Só em termos de comparação e para terem uma noção se não entendem o funcionamento dos nits, o novo MacBook Pro de 16″ tem 500 nits e no nosso pulso temos 400. É impressionante na realidade como é que um dispositivo relativamente barato nos pode proporcionar esta qualidade de imagem num dispositivo com um ecrã com menos de uma polegada.

Claro está que o ecrã AMOLED ajuda bastante, para que a qualidade de imagem seja optimizada.

A qualidade da Mi Band 4 surpreendeu-me pela positiva

Vamos lá ver algumas características técnicas da Mi Band 4. Como referi o ecrã tem menos de uma polegada, mais concretamente 0.95”. O ecrã é AMOLED a cores, o Bluetooth v5.0 LE (de baixo consumo) ajuda a que possa estar sempre conetado ao Android ou iPhone com um baixo consumo energético. É resistente à água até 50 metros de profundidade, contudo que naturalmente não se aconselha a sua utilização em água salgada, pois como se sabe o sal pode danificar componentes eletrónicos.

Depois, podemos ainda encontrar aquilo que já se pode considerar um pré-requisito neste tipo de dispositivos, como por exemplo a monitorização do sono, um sensor de batimentos cardíacos, podómetro, acelerómetro… coisas que já são completamente banais nestes dispositivos, mas que fazem a diferença.

A sua bateria é de polímero de lítio com 135mAh e pode dar uma autonomia de até 20 dias. Em relação à sua autonomia, honestamente, duvidava muito que, com todas estas funções ativas, a bateria se fosse aguentar assim tanto, mas já pude comprovar que sim, é verdade, a bateria é bastante provável que se aguente até aos 20 dias e se calhar até um pouco mais.

É extremamente interessante ir pela manhã à aplicação da Mi Fit e ver como foi o meu sono, e para além de interessante é um pouco assustador a precisão que existe com as horas de deitar e de levantar. Conseguimos ter acesso a toda a informação do sono, quantas horas dormimos mais profundamente e quantas foram de um sono leve. Não sei como é que ele faz essa leitura, mas consigo comprovar a veracidade das horas de sono leve, pois acordo algumas vezes durante a noite por causa do “meu pequeno” e depois o sono já não volta a ser igual.

O visor pode ser personalizado com diversas faces, pré-instaladas são 3, mas com recurso a aplicações de terceiros no smartphone podemos mudar as faces sem grande dificuldade.

Por falar em dificuldade, ainda tenho alguma dificuldade em mentalizar que a Mi Band 4 não possui qualquer tipo de botão físico, porque de quando a quando dou por mim a ir pressionar a coroa, que não existe, na lateral da pulseira. Este é um hábito adquirido por quem utilizou um Apple Watch durante muito tempo, e claro está que irei voltar a utilizar.

Será que me arrependi deste pequeno investimento? A minha resposta é não, não me arrependo nada de ter comprado a Mi Band 4 da Xiaomi.

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