Steve Jobs, o pai dos iDevices, morreu há 8 anos

A 5 de outubro de 2011 o mundo da tecnologia era abalado com a triste notícia da morte de Steve Jobs. O Pai do iPhone, iPod, Mac e iPad morria aos 56 anos.

Aquilo que podia ser apenas mais uma quarta-feira normal de uma semana como tantas outras trouxe o luto para a Apple e para todos os apaixonados da marca.

Todos nós temos datas que nos marcam, e quando isso acontece é porque acaba por ser importante para nós de alguma forma.

Muitos de nós já fomos confrontados com a questão: “Ainda te lembras onde estavas no dia 11 de setembro de 2001?”. E a minha resposta para isto é: “Sim, claro que me lembro“. E se me fizerem a questão: “Ainda te lembras onde estavas no dia 5 de outubro de 2011?”, a resposta será a mesma. Não são situações semelhantes mas nesses dias houve acontecimentos que marcaram o mundo e as nossas vidas.

Steve Jobs nos primeiros anos da Apple

Para qualquer apaixonado da Apple o dia 5 de outubro de 2011 é uma referência importante. Foi a morte do homem visionário que mudou a tecnologia dos dispositivos móveis para aquilo que transportamos hoje nos nossos bolsos.

Neste momento podes estar a ler este artigo num iPhone ou num iPad, e se o estás a fazer é graças ao homem que me leva a escrever estas palavras.

Para mim foi arrepiante receber a notícia da sua morte no meu iPhone, estava deitado, e recebo uma notificação como tantas outras que recebemos constantemente. Ignorei porque estava a jogar qualquer coisa, nisto recebo outra, e outra tudo de sites de notícias. Pensei, “aconteceu qualquer coisa“, desligo o jogo e puxo a barra de notificações para baixo e em comum a pré-visualização das notificações tinham 3 palavras em comum “Steve Jobs” e “morreu“.

Não podia acreditar naquilo que estava a ler, fui ao Facebook com a esperança daquilo ser algum tipo de “fake news” e já começava a ver algumas noticias sobre aquilo. Fui ao site da Apple para ver se estava lá alguma coisa, mas nada.

Levantei-me e fui para a sala, era tarde recordo-me de serem umas 22 ou 23 horas não posso precisar. Liguei a televisão e naturalmente que os canais portugueses de noticias não estavam a fazer qualquer tipo de referência aquilo.

Mudei para os canais internacionais, a CNN e a BBC News já estavam a fazer a cobertura. Era real, não era nenhum rumor falso nem nenhuma notícia falsa. Steve Jobs tinha morrido, e por algum motivo aquilo estava a ser incomodativo. Sentei-me no chão da sala a poucos metros da televisão, e fiquei colado durante horas a tentar perceber o que tinha acontecido.

A CNN a dar a informação da morte de Steve Jobs

Era de conhecimento público que Steve Jobs lutava contra o cancro, e era também mais do que conhecido e visível o estado debilitado do mesmo. Quem acompanhava as keynotes da Apple começou a ver uma acentuada fragilidade física do fundador da Apple e da Pixar.

Em janeiro de 2009 o próprio Steve Jobs anunciou a saída do cargo da direcção da Apple para cuidar da sua saúde, até que em agosto de 2011 dois meses antes da sua morte abandonou o comando da empresa.

Steve Jobs revela ao público Tim Cook como seu sucessor

Antes da sua morte Tim Cook já tinha sido anunciado como seu sucessor, o público já começava a conhecer a sua cara, contudo não deixava de ser estranho. Aliás ainda hoje é estranho, ver alguém em cima de um palco a apresentar um iPhone sem estar com uma camisola preta de gola alta, umas calças de ganga e umas sapatilhas New Balance brancas.

Esta foi uma das imagens que para sempre nos marcou, aquela roupa era o seu cartão de visita e todos nós esperávamos ouvir no final de cada evento o “one more thing”. A magia que transmitia quando estava no palco era qualquer coisa sublime.

O antes e o depois da doença de Steve Jobs

Tal como muita gente em todo o mundo pensei que a empresa se fosse afundar, achei que a morte do fundador da marca seria a morte da sua empresa tal como a conhecíamos, mas felizmente foi um tiro ao lado.

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