Gravações da Siri valem novo processo para a Apple

Ecrã de animação da Siri

No seguimento das acusações de análise sem consentimento de gravações da Siri foi iniciada uma ação judicial contra a Apple.

No passado mês de julho surgiram acusações de que a Apple estaria a ouvir gravações de interações com a Siri de forma a melhorar o desempenho da assistente virtual.

As acusações evoluíram e na quarta-feira, dia 7 de agosto, foi iniciado um processo judicial contra a Apple que acusa a empresa de violar as leis californianas de invasão de privacidade, concorrência e defesa do consumidor.

Os autores do processo judicial alegam que os termos e condições da Apple não referem a análise de gravações da Siri pela empresa.

Segundo os queixosos, qualquer pessoa que possua um dispositivo compatível com Siri desde 2011 está, de certa forma, envolvida como vítima neste processo.

Na ação judicial também são mencionadas gravações não intencionais iniciadas por ativação acidental do comando de voz “Hey Siri.”. Segundo divulgado pelo The Guardian chegam a ser ouvidas reuniões de negócios, relações sexuais ou mesmo conversas entre médicos e pacientes.

Quanto ao objetivo do processo, os autores pretendem ser indemnizados e exigem que Apple seja obrigada a apagar todas as gravações de interações com a Siri.

Na última semana a Apple admitiu em comunicado uma investigação interna no departamento de análise de gravações. Entretanto estas foram suspensas e a Apple garante que no futuro os utilizadores serão questionados quanto à participação no programa de análise de gravações.

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