Cellebrite voltou e mostra nova ferramenta capaz de hackear dispositivos iOS e Android

Em 2016 um caso mediático entre a Apple e o FBI, fez uma empresa israelita saltar para a ribalta. O caso foi mediático, pois o DOJ (Departament of Justice) dos EUA, queria que a Apple criasse uma backdoor no iOS. Contudo a Apple foi peremptória ao negar esse pedido. Uma ferramenta dessas poderia cair nas mãos erradas de pessoas mal intencionadas e colocaria milhões de utilizadores em alto risco.

Cellebrite ao ataque

Essa empresa de nome Cellebrite, especialista em extrair dados de qualquer dispositivo, afirmou na altura que conseguia hackear qualquer iDevice.

Até colaborou com o FBI, com o objetivo de extrair os dados pessoais do iPhone 5c do terrorista de San Bernardino. Pouco tempo depois, foi vitima do seu próprio “veneno”, e um hacker alegadamente roubou-lhe dados.

Ao que parece essa empresa voltou à carga, com um novo produto chamado UFED Premium, e afirma que pode hackear qualquer dispositivo iOS e Android.

“A Cellebrite tem o orgulho de apresentar o #UFED Premium! Uma solução exclusiva para as forças da lei desbloquearem e extraírem dados de todos os dispositivos iOS e Android”.

Esta foi a mensagem publicada na conta do Twiter da Cellebrite.

Numa das suas páginas, a Cellebrite descreve a capacidade da nova ferramenta UFED de extrair dados detalhados de qualquer dispositivo.

A sigla UFED significa Universal Forensic Extraction Device, e segundo a Cellebrite, ela consegue extrair dados de iPhones/iPads desde o iOS 7 até ao 12.3. Essa ferramenta também funciona em dispositivos topo de gama Android, da Samsung, Huawei, Motorola, LG, Xiaomi, entre outras.

Não há registo que essa ferramenta funcione nas versões beta do iOS 13.

Cellebrite não está sozinha

A Cellebrite não é a única empresa a vender este tipo de ferramentas de hacking. Outra empresa, sediada em Atlanta, EUA, de nome Grayshift, vende os dispositivos GrayKey, em que a finalidade é basicamente a mesma. Esses dispositivos tornaram-se populares entre as autoridades policiais dos Estados Unidos.

É pouco provável a Apple comentar algo acerca desta ferramenta. Seja como for, os engenheiros de segurança da Apple e da Google terão muito trabalho pela frente. As falhas encontradas pela ferramenta UFED Premium, terão de ser fechadas com futuros updates.

Dessa forma os utilizadores poderão estar mais descansados. Ou não! Eventualmente será por pouco tempo. É o eterno jogo do rato e do gato.

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